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Pubicado em: sex, mar 9th, 2018

IFSul alia ciência e tecnologia à educação

Laboratório do Câmpus Sapucaia prova que é possível desenvolver ciência e tecnologia em instituições públicas de ensino
O nome já indica: IFSul significa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense. No Câmpus Sapucaia os benefícios de se aliar estas três vertentes, fundamentais para o desenvolvimento do país, podem ser conferidos no Laboratório de Desenvolvimento Integrado de Materiais e Produtos (Dimp). Montado há cerca de cinco anos, o Dimp ganhou um novo e ampliado espaço físico em 2017, e hoje abriga pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias com diferentes finalidades, de soluções para a área médica a alternativas de uso para resíduos normalmente descartados.
A professora responsável pelo laboratório, Carmen Calcagno, enfatiza o quanto a participação dos estudantes nestes processos agrega à sua formação. “É uma ótima oportunidade para o desenvolvimento dos alunos, com foco nas necessidades do mercado. Criamos oportunidades para eles solucionarem problemas de pesquisa e aprenderem utilizando metodologia científica”, avalia.
Pedro e o colega Marcelo Compazzi, aluno do 8º semestre do curso, trabalham no projeto Riceprop, voltado ao desenvolvimento de um propante (material resistente empregado principalmente no processo de extração de petróleo de grandes profundidades) renovável, obtido a partir da cinza proveniente da queima da casca do arroz. O Riceprop conta com a parceria da empresa Marina Tecnologia, que apoia também o Bionam, projeto que se propõe a empregar materiais renováreis, como o amido do milho, na fabricação de produtos como bandejas e filmes plásticos. Além da professora responsável, Carmen Calcagno, participam dos projetos os docentes Ênio Fagundes, Vinícius Martins e Durval De Barba Júnior.
Ainda dentro da perspectiva de se dar novos destinos ao amido de milho, o Dimp abriu as portas para a doutoranda da UFRGS Jussara Porto, que junto com a estudante de Engenharia Clarissa Andrizani, pesquisa a combinação do amido com resíduos de papel – Jussara é servidora da gráfica da UFRGS – no desenvolvimento do produtos como embalagens sustentáveis.
A mais recente linha de trabalho desenvolvida no Dimp, ainda em fase inicial, almeja a fabricação de meniscos artificiais para implantes no joelho, tecnologia já utilizada nos Estados Unidos e em países da Europa, mas nunca empregada em cirurgias no Brasil. Esta pesquisa é realizada pelos docentes Enio Fagundes, Durval João de Barba Junior, Cláudia Cesa e pela estudante do 8º semestre de Engenharia Raquel Rosa de Souza, em parceria com o médico ortopedista Thiago Bujes.