Pubicado em: qui, nov 9th, 2017

Mais de 2,4 mil alunos pedem transferência de escolas em greve no Rio Grande do Su

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A greve dos professores da rede pública estadual do Rio Grande do Sul completou 63 dias na quarta-feira (8). Durante esse período, mais de 2,4 mil alunos do nono ano do Ensino Fundamental e do terceiro ano do Ensino Médio pediram transferência para escolas que não aderiram à paralisação.

Para tentar resolver o impasse, dois secretários estaduais e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Gabriel Souza (PMDB), foram até a sede do CPERS, sindicato que representa os professores, na noite de terça-feira (7), para negociar com o comando de greve.

A reunião durou cerca de duas horas e o Piratini apresentou uma proposta com seis itens. Entre eles estão a garantia de que não haverá punição aos grevistas nem demissão de professores com contratos temporários, além da retirada da urgência do projeto de lei, em tramitação na assembleia, que propõe mudanças no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipergs).

O governo também disse aos grevistas que busca medidas administrativas e legislativas para o fim dos atrasos no pagamento dos salários.

Os 42 núcleos do CPERS no interior do estado estão analisando a proposta do governo. Na sexta feira (10), os professores fazem uma nova assembleia geral em Porto Alegre. Os avanços nas negociações com o governo foram bem avaliados pelo comando de greve.

“Se a greve chegar ao fim na sexta-feira, que não terá punição, que não perderão convocações, que não terá fechamento de turmas, enfim, esses são pequenos avanços”, diz a vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho.

O governo ainda busca alternativas para pagar o décimo-terceiro salário. Conforme o secretário da Educação, Ronald Krummenauer, o Executivo espera conseguir fazer esse pagamento até o dia 30 de dezembro.

“Neste momento, o governo não seria responsável se garantisse que no dia 20 de dezembro poderá quitar o décimo-terceiro. Está dentro desse conjunto de medidas que estamos analisando, mas a nossa intenção é que sim, a gente possa ter uma normalidade a partir de 30 de dezembro, incluindo a questão do pagamento do décimo terceiro”, afirma.

Segundo a Secretaria de Educação, 2,8% das escolas estão totalmente paralisadas, e 30% apresentam greve parcial. O CPERS informa um dado diferente, contabilizando o número de profissionais, entre professores e funcionários, em paralisação: 60% aderiram à greve, segundo eles.